FERRAMENTAS/HABITAÇÃO

Calculadora de Capacidade de Endividamento (Taxa de Esforço)

Quanto pode pedir ao banco · taxa de esforço · 2026

Descubra quanto pode pedir ao banco para comprar casa. Aplicamos o limite da taxa de esforço (DSTI) em vigor (50% até julho de 2026, 45% desde 1 de agosto), o teste de esforço aos juros e o limite LTV do Banco de Portugal, e mostramos o empréstimo máximo, o preço do imóvel que alcança e a entrada de que precisa. Tudo no seu navegador.

·ATUALIZADO AGOSTO 2026·5 MIN·FONTES OFICIAIS
EM RESUMO
Limite da taxa de esforço (DSTI)
50% até 31 jul 2026 · 45% desde 1 ago 2026
Limite LTV
90% habitação própria · 80% outros
Teste de esforço (juros)
+0,5 a +1,5 pp conforme o prazo
Fórmula do capital
P = prestação · (1 − (1+i)⁻ⁿ) / i
Encargos atuais: crédito automóvel, cartões, crédito pessoal (todas as prestações que já paga).
anos
%
FINALIDADE DO IMÓVEL
Própria e permanenteOutra finalidade
Própria e permanente: LTV até 90%. Outros fins (2.ª casa, arrendar): até 80%.
TESTE DE ESFORÇO (BANCO DE PORTUGAL)
Incluir (recomendado)Ignorar
Simula a subida de juros exigida pelo regulador (+0,5 a +1,5 pp conforme o prazo).
EMPRÉSTIMO MÁXIMO
-
-
Prestação máxima / mês-
Taxa de esforço já ocupada-
Preço máximo do imóvel-
Entrada mínima-
Taxa considerada (com teste)-

Como funciona

Esta calculadora estima a sua capacidade de endividamento para crédito à habitação a partir das duas regras do Banco de Portugal: a taxa de esforço (DSTI), que limita as prestações de todos os créditos a 50% do rendimento líquido (45% para os novos contratos avaliados a partir de 1 de agosto de 2026), e o limite LTV, que fixa quanto do imóvel o banco financia (90% na habitação própria e permanente, 80% noutros casos). Aplicamos também o teste de esforço aos juros exigido pelo regulador. Tudo corre no seu navegador: nada é enviado para lado nenhum.

  1. 1
    Prestação máxima (DSTI)
    A taxa de esforço (DSTI) recomendada pelo Banco de Portugal limita as prestações de todos os créditos a uma fração do rendimento líquido: 50% até 31 de julho de 2026 e 45% para os novos contratos com avaliação de solvabilidade a partir de 1 de agosto de 2026 (revisão da Recomendação macroprudencial). A ferramenta aplica automaticamente o limite em vigor na data de hoje. Subtraímos os encargos que já tem para achar quanto sobra: prestação máxima = rendimento × limite − encargos atuais.
  2. 2
    Teste de esforço aos juros
    Os bancos têm de confirmar que aguenta uma subida dos juros. À taxa do contrato somamos o agravamento da Instrução n.º 3/2018: +0,5 pp até 5 anos, +1 pp entre 5 e 10 anos e +1,5 pp acima de 10 anos. É a essa taxa agravada que dimensionamos o empréstimo.
  3. 3
    Capital máximo
    Invertendo a fórmula da prestação, o capital que essa prestação suporta é P = prestação × (1 − (1+i)⁻ⁿ) / i, em que i é a taxa mensal (taxa agravada ÷ 12) e n o número de meses (anos × 12).
  4. 4
    Limite LTV e preço do imóvel
    O empréstimo não pode passar de 90% do valor do imóvel na habitação própria e permanente, ou 80% noutros fins, sobre o menor entre preço e avaliação. Daí sai o preço máximo do imóvel = capital ÷ LTV e a entrada mínima de que precisa.
  5. 5
    Juntando tudo
    O empréstimo aprovável é o menor entre o limite do DSTI e o limite do LTV. Se indicar o preço do imóvel, mostramos se está dentro da sua capacidade e a entrada necessária para essa compra.

Já sabe o seu teto? O caminho todo, da pré-aprovação ao CPCV e à escritura, incluindo a garantia pública para quem tem até 35 anos, está no guia de comprar casa.

Perguntas frequentes

O que é a taxa de esforço (DSTI)?
É o peso das prestações de todos os seus créditos (habitação, automóvel, cartões, crédito pessoal) no rendimento mensal líquido de impostos e de Segurança Social. O Banco de Portugal recomendava que não ultrapassasse 50%; com a revisão da Recomendação macroprudencial, o limite passa a 45% para os novos contratos avaliados a partir de 1 de agosto de 2026. Esta ferramenta aplica o limite em vigor na data em que a usa. Os encargos que já tem reduzem diretamente a prestação disponível para o novo crédito à habitação.
O banco pode emprestar mais do que isto mostra?
Pode. A recomendação segue o princípio "cumprir ou explicar" e prevê exceções: na versão revista, em vigor desde 1 de agosto de 2026, até 10% do montante de novos créditos de cada instituição, por semestre, pode exceder o limite de 45% (no regime anterior, essa margem era de 15%). Além disso, um segundo titular com rendimento aumenta o rendimento do agregado e, com ele, a capacidade. Esta ferramenta mostra o cenário-regra; o seu banco pode ir um pouco além.
Porque é que o prazo e a taxa mudam tanto o resultado?
Quanto maior o prazo, menor a prestação para o mesmo capital; logo, mais capital cabe no limite da taxa de esforço e a capacidade sobe (embora pague mais juros no total). Atenção aos prazos máximos da recomendação revista, desde 1 de agosto de 2026: 40 anos para mutuários com até 35 anos de idade e 35 anos acima disso. A taxa faz o contrário: quanto mais alta, maior a prestação e menor o capital que ela suporta. O teste de esforço acrescenta ainda 0,5 a 1,5 pontos à taxa, o que reduz a capacidade de propósito, por prudência.
O que é o limite LTV e a entrada?
O LTV (loan-to-value) é a parte do imóvel que o banco financia: até 90% na habitação própria e permanente, até 80% nos restantes casos. A diferença é a entrada que tem de dar: 10% ou 20%. O rácio é calculado sobre o menor entre o preço e a avaliação do banco, por isso, se a avaliação vier abaixo do preço, poderá precisar de uma entrada maior.
Isto garante que o banco me aprova o crédito?
Não. É uma estimativa da capacidade segundo os limites do regulador. O banco avalia também o seu histórico e scoring de crédito, a estabilidade do emprego, o tipo de contrato, a sua idade (que limita a maturidade e, acima dos 70 anos, aciona um corte de rendimento no cálculo) e o custo dos seguros obrigatórios. Use isto para se orientar antes de falar com o banco.
FONTES OFICIAIS
AVISO
Estimativa para orientação, baseada nos limites recomendados pelo Banco de Portugal (DSTI e LTV de 90%/80%) e no teste de esforço da Instrução n.º 3/2018. A revisão da Recomendação macroprudencial baixa o DSTI de 50% para 45% para os novos contratos com avaliação de solvabilidade a partir de 1 de agosto de 2026, e fixa maturidades máximas de 40 anos (até aos 35 anos de idade) e 35 anos (acima); esta ferramenta aplica automaticamente o limite de DSTI em vigor na data de utilização, mas não impõe os limites de maturidade por idade. A recomendação segue o princípio «cumprir ou explicar», pelo que o banco pode conceder crédito fora destes limites em parte da sua produção. Não inclui seguros obrigatórios, comissões nem a TAEG, e não considera o scoring, o histórico de crédito, o tipo de contrato nem o corte de rendimento aplicado a prazos que ultrapassam os 70 anos. O LTV usa o menor entre preço e avaliação. Não é aconselhamento financeiro.